quinta-feira, 14 de abril de 2016

TEMPOS DIFÍCEIS





Força, foco e fé! É o que muitos dizem, em tempos difíceis. No entanto, essas três palavras de esperança, parecem um tanto quanto clichês, quando enfrentamos tantas e tantas barbáries.
Muitas vezes tenho a sensação de estar vivendo em um mundo totalmente ao contrário daquele sonhado pela criança que já fui um dia. Pois é inconcebível, cogitar a possibilidade de alguém ter sonhado criar corrupção, guerras e mentiras do pior escalão.
Talvez se conseguíssemos desdobrar o tempo e voltar ao passado, e, resgatarmos as crianças que já fomos um dia, provavelmente não estaríamos vivendo tempos tão difíceis. Já que, certamente não sonhávamos em virar o mundo de cabeça para baixo.
Mas como deixamos as coisas chegarem a esse ponto? Onde está o ponto de ignição desse paradoxo perdido que estamos vivendo? O pior de tudo é não ter ideia de como tudo isso aconteceu, e quais são as respostas corretas para nossas dúvidas.
Contudo, resgatar o melhor dentro de nós mesmos seria, no momento, a melhor alternativa. Pois só assim poderíamos salvar o coração daquele bombeiro, professor, astronauta ou super-herói, que sonhávamos ser quando crescer. Porém, em algum lugar nesse processo de salvar o mundo e crescer, acabamos esquecendo quem realmente somos ou queríamos ser.
Por fim, meus amigos, sem querer me estender. Deixo aqui meu recado: - Tenham fé, foco e muita força para enfrentar esta era de tempos difíceis!

   RICARDO TORQUATO



quinta-feira, 31 de março de 2016

QUEM EDUCA?



Certo dia encontrei um antigo professor, e acabamos parando para tomar um café e relembrar os velhos tempos do ensino médio e, claro, dar umas boas gargalhadas. Pois recordar é viver. Nossa, quanta saudade!
E, nesta prosa, pra lá de interessante e alegre, entre mestre e aprendiz, invariavelmente falamos sobre o processo de ensino e aprendizagem e, como o mesmo vem sofrendo tantas e tantas mudanças ao longo do desses anos. Mudanças essas que acabaram perdendo seus objetivos com o passar do tempo. Já que, não sabemos mais quem educa ou quem ensina!
Então vamos aos papéis/funções. Logo, o papel/função de educar deveria ser único e exclusivo dos pais, e o papel/função seria dos professores. No entanto, seria realmente esse o conceito correto no processo de ensino e aprendizagem? Qual seria o verdadeiro papel da educação?
É sabido afirmar que, muitos valores se perderam desse longo caminho percorrido pela evolução da educação, e já não sabemos mais quem educa. Mas como não aceitar que, também aprendemos com nossos alunos, pois essas trocas de aprendizagens, conhecimentos e histórias de vida, enriquecem nosso conhecimento.
“A mente que se abre para uma nova ideia jamais retornará ao tamanho original.” Albert Einstein (uma das mentes mais brilhantes da humanidade).
Então meus amigos, aceitamos algumas evoluções, para que possamos neste processo de ensino e aprendizagem nos educar e reeducar juntamente com as mudanças de nossos alunos.
E, quem sabe um dia descobrir, quem educa?

RICARDO TORQUATO

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

OS TRANSTORNOS INVASIVOS DO DESENVOLVIMENTO



PARTE 5 – TRANSTORNO INVASIVO DO DESENVOLVIMENTO SEM OUTRA ESPECIFICAÇÃO (TID-SOE)
 



De acordo com o DSM-IV-TR (2003, p.111), o diagnóstico de transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação (TID-SDE) deve ser utilizado.
(...) quando existe um comprometimento grave e global do desenvolvimento da interação social recíproca ou de habilidades de comunicação verbal e não verbal, na presença de estereotipias de comportamentos,  interesses e atividades, sem que sejam satisfeitos os critérios para o Transtorno Global do Desenvolvimento específico, Esquizofrenia, Transtorno de Personalidade Esquizotípica ou Transtorno de Personalidade Esquiva.
A formulação diagnóstica só é dada em situações quando há suspeita sobre um possível TID, porém os critérios para confirmá-la não são satisfeitos. Uma pessoa, por exemplo, pode ter alguns comportamentos típicos do transtorno autista, entretanto o conjunto dos sintomas não é suficiente para fechar o diagnóstico. Por outro lado, ela pode ter também alguns sintomas de Rett ou de Asperger, mas eles somente não permitem concluir pela definição desses transtornos. É aí então que o diagnóstico de TID-SOE é formulado, no qual existe a presença de autismo atípico, quando os sintomas manifestam-se tardiamente.  


REFERÊNCIAS
FACION, José Raimundo. Transtornos do Desenvolvimento e do Comportamento/José Raimundo Faciona. – Curitiba: Intersaberes, 2013. (Série Inclusão Escolar). p. 71-72.

RICARDO TORQUATO

OS TRANSTORNOS INVASIVOS DO DESENVOLVIMENTO



PARTE 4 – O TRANSTORNO DESINTEGRATIVO DA INFÂNCIA (TID)



Podemos observar que, no caso do TRANSTORNO DESINTEGRATIVO DA INFÂNCIA (TID), o indivíduo apresenta um desenvolvimento aparentemente normal, pelo menos durante os dois primeiros anos após o nascimento. As características relativas à comunicação verbal e não verbal, aos relacionamentos sociais, aos jogos e aos comportamentos adaptativos apropriados à idade figuram dentro dos padrões de normalidade.
Após esse período de desenvolvimento considerado normal, a criança começa a perder as habilidades adquiridas (depois dos 2 e antes dos 10 anos de idade) em pelo menos duas das seguintes áreas: linguagem expressiva ou receptiva; habilidades sociais ou comportamento adaptativo; controle intestinal ou vesical; jogos e habilidades motoras.
Observamos também anormalidades do funcionamento em pelo menos duas das áreas descritas a seguir.
- Prejuízos qualitativos na interação social: como dificuldade em relação aos comportamentos não verbais, fracasso para desenvolver relacionamentos com seus pares, falta de reciprocidade social ou emocional.
- Prejuízos qualitativos na comunicação: como atraso ou ausência da linguagem falada, incapacidade para iniciar ou manter uma conversação, uso estereotipado e repetitivo da linguagem, falta de jogos variados de faz de conta.
- Padrões repetitivos, restritivos e estereotipados de comportamento, interesse e atividade, incluindo estereotipias motoras e maneirismos.
Trata-se de um transtorno pouco conhecido e há poucas indicações de como lidar com ele. Não sabemos a sua origem e, em geral, as crianças que são acometidas por esse transtorno podem chegar a um grau de retardamento mental severo durante o curso da doença. As medidas de primeira linha de tratamento são, como no transtorno de Rett, a fisioterapia, a terapia ocupacional e a hidroterapia. A atenção educacional deve se ocupar principalmente com exercícios psicopedagógicos, treinamento de atenção e concentração.
 O diagnóstico só é prescrito quando a perturbação não é melhor caracterizada como um outro TRANSTORNO INVASIVO DO DESENVOLVLIMENTO (TID) específico ou como esquizofrenia. Devemos observar que esse transtorno também é conhecido como SÍNDROME DE HELLER, DEMÊNCIA INFANTIL ou PSICOSE DESINTEGRATIVA.

REFERÊNCIAS
FACION, José Raimundo. Transtornos do Desenvolvimento e do Comportamento/José Raimundo Faciona. – Curitiba: Intersaberes, 2013. (Série Inclusão Escolar). p. 67-69.

RICARDO TORQUATO