segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

OS TRANSTORNOS INVASIVOS DO DESENVOLVIMENTO



PARTE 4 – O TRANSTORNO DESINTEGRATIVO DA INFÂNCIA (TID)



Podemos observar que, no caso do TRANSTORNO DESINTEGRATIVO DA INFÂNCIA (TID), o indivíduo apresenta um desenvolvimento aparentemente normal, pelo menos durante os dois primeiros anos após o nascimento. As características relativas à comunicação verbal e não verbal, aos relacionamentos sociais, aos jogos e aos comportamentos adaptativos apropriados à idade figuram dentro dos padrões de normalidade.
Após esse período de desenvolvimento considerado normal, a criança começa a perder as habilidades adquiridas (depois dos 2 e antes dos 10 anos de idade) em pelo menos duas das seguintes áreas: linguagem expressiva ou receptiva; habilidades sociais ou comportamento adaptativo; controle intestinal ou vesical; jogos e habilidades motoras.
Observamos também anormalidades do funcionamento em pelo menos duas das áreas descritas a seguir.
- Prejuízos qualitativos na interação social: como dificuldade em relação aos comportamentos não verbais, fracasso para desenvolver relacionamentos com seus pares, falta de reciprocidade social ou emocional.
- Prejuízos qualitativos na comunicação: como atraso ou ausência da linguagem falada, incapacidade para iniciar ou manter uma conversação, uso estereotipado e repetitivo da linguagem, falta de jogos variados de faz de conta.
- Padrões repetitivos, restritivos e estereotipados de comportamento, interesse e atividade, incluindo estereotipias motoras e maneirismos.
Trata-se de um transtorno pouco conhecido e há poucas indicações de como lidar com ele. Não sabemos a sua origem e, em geral, as crianças que são acometidas por esse transtorno podem chegar a um grau de retardamento mental severo durante o curso da doença. As medidas de primeira linha de tratamento são, como no transtorno de Rett, a fisioterapia, a terapia ocupacional e a hidroterapia. A atenção educacional deve se ocupar principalmente com exercícios psicopedagógicos, treinamento de atenção e concentração.
 O diagnóstico só é prescrito quando a perturbação não é melhor caracterizada como um outro TRANSTORNO INVASIVO DO DESENVOLVLIMENTO (TID) específico ou como esquizofrenia. Devemos observar que esse transtorno também é conhecido como SÍNDROME DE HELLER, DEMÊNCIA INFANTIL ou PSICOSE DESINTEGRATIVA.

REFERÊNCIAS
FACION, José Raimundo. Transtornos do Desenvolvimento e do Comportamento/José Raimundo Faciona. – Curitiba: Intersaberes, 2013. (Série Inclusão Escolar). p. 67-69.

RICARDO TORQUATO

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O QUE EU DESEJO PARA O NATAL?



Olá, caros amigos! Estou aqui para falar um pouco sobre o natal. Mas o que comentar sobre essa data tão importante em nossas vidas? Pois acredito, não existir uma palavra sequer, neste mundo, que ainda não foi dita, e que não seja um tanto quanto clichê! No entanto, na maioria das vezes, sinto-me preso em uma prisão invisível, onde somos reféns de nós mesmos, acorrentados em nosso egoísmo, como se fôssemos uns melhores que os outros.
E o que fazer para nos libertarmos desse domo? Onde o homem procura vida em Marte, porém, esqueceu há muito da sua humanidade. Enquanto estamos perdidos no universo. Políticos corruptos e governantes descontrolados invadem e destroem nosso mundo. Levando com eles nossas almas, sugando até mesmo o ar que respiramos.
Neste natal, gostaria de convidar a todos para formar uma corrente, pedindo a Deus, como nunca pedimos antes, para que: no lugar de cada arma construída, exista mais amor, no lugar de cada guerra criada, nasçam novas amizades verdadeiras e no lugar de cada governante corrupto, prolifere a honestidade, a dignidade, o respeito, a educação, a saúde e a segurança. E que no final as mascarás caiam, para nunca mais enfrentarmos problemas de mensalão, operação lava jato, ataques terroristas, delação premiada ou pedalada fiscal.
Contudo, me pergunto! O que estamos oferecendo ao mundo para mudar toda essa situação? Pensando nisso, desejo a todos nós mais humildade, menos egoísmo e muito amor. Esse é o meu desejo para o natal.
Feliz natal!

RICARDO TORQUATO


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

OS TRANSTORNOS INVASIVOS DO DESENVOLVIMENTO






PARTE 3 – O TRANSTORNO DE ASPERGER


O Transtorno de Asperger é o quadro mais leve dos transtornos invasivos do desenvolvimento. Essa síndrome caracteriza-se por funções comportamentais, principalmente na área da interação social e na área da comunicação. A linguagem desenvolve-se de forma normal, o que permite diferenciar esse transtorno dos demais, nos quais há atrasos e até mesmo a perda da fala.
As características do transtorno de Asperger podem ser observadas em idades iniciais, mas apenas se apresentam como psicopatológicas quando o indivíduo começa a frequentar escolas, quando chega à fase da adolescência ou até mesmo quando adulto jovem, momentos em que passa a apresentar algum distúrbio psiquiátrico ou problema de relacionamento.
Na anamnese, os bebês mostram-se quietos e não apresentam respostas a estímulos visuais ou ambientais. As crianças e os adultos possuem dificuldades e também falta de vontade de estabelecer amizades, sendo o isolamento uma das características dessa doença, embora não tão acentuada como nos autistas.
As crianças com Asperger podem apresentar uma idiossincrasia (interesse repetitivo e acentuado por uma determinada coisa) como saber nomes e números das listas telefônicas, horários de ônibus, calendários anuais, além de apresentarem interesses extraordinários por máquinas, computadores e se envolverem em desenhos animados. Em consequência dessas habilidades, essas crianças podem ser confundidas inicialmente com superdotadas.
Essa perturbação acarreta prejuízos clinicamente significativos nas áreas social e ocupacional ou em outras áreas importantes do funcionamento. Porém, contrastando com o transtorno autista, não existem atrasos clinicamente significativos na linguagem (isto é, palavras isoladas são usadas aos dois anos, frases comunicativas são usadas aos três anos). (FACION, 2013).
REFERÊNCIAS
FACION, José Raimundo. Transtornos do Desenvolvimento e do Comportamento/José Raimundo Faciona. – Curitiba: Intersaberes, 2013. (Série Inclusão Escolar). p. 63-65.

RICARDO TORQUATO

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

OS TRANSTORNOS INVASIVOS DO DESENVOLVIMENTO



PARTE 2 – O TRANSTORNO RETT

 

O Transtorno de Rett é uma doença que ocorre exclusivamente em meninas, tidas como normais até o final do 6º mês de vida ou até o 18º, quando então acontece um retrocesso psicomotor e no contato social, considerando uma das principais causas de deficiência mental grave.
A criança com esse transtorno tem o crescimento do crânio retardado e apresenta comportamentos característicos do autismo e movimentos estereotipados das mãos. Por essa razão, cerca de quatro entre cinco crianças com o transtorno de Rett são também diagnosticadas como autistas, discutindo-se, inclusive, se seria diferente do autismo ou se estaria associado a ele.
Andreas Rett – pediatra alemão (1924-1997) radicado na Áustria – descreveu essa doença em 1967, sugere que essas patologias são bem diferentes. Além dos sintomas já descritos, podemos encontrar na menina com transtorno de Rett: disfunção respiratória, escoliose, distúrbios tróficos das extremidades, entre outros.
À medida que o quadro evolui, há uma melhora dos comportamentos autísticos, o que facilita o contato social. Podem ocorrer manifestações epiléticas, e a parte motora vai se deteriorando progressivamente. Há o comprometimento também do aspecto cognitivo e a linguagem.  (FACION, 2013).


REFERÊNCIAS
FACION, José Raimundo. Transtornos do Desenvolvimento e do Comportamento/José Raimundo Faciona. – Curitiba: Intersaberes, 2013. (Série Inclusão Escolar). p. 55-56.



RICARDO TORQUATO

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

OS TRANSTORNOS INVASIVOS DO DESENVOLVIMENTO



PARTE 1 – O TRANSTORNO AUTISTA


O transtorno autista apresenta-se como uma desordem no desenvolvimento que se manifesta desde o nascimento, de maneira grave e por toda a vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum entre meninos do que entre meninas. Quando a menina é acometida, normalmente, os sintomas são mais graves. Esse transtorno é encontrado em todo mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica ou social.                                               
Durante as ultimas décadas, marcadas por constantes investigação e experiência clínica diária, pudemos observar que os prejuízos inerentes ao transtorno autista implicam em enormes dificuldades das pessoas em de lidar com situações corriqueiras do dia a dia.
Mas o que é realmente autismo? Essa pergunta não é tão fácil de responder, pois não encontramos, até hoje, uma definição consensual. A multiplicidade das terminologias fenomenológicas e, respectivamente, seus sinônimos demonstram a complexidade do problema e a diversidade dos princípios de esclarecimento existentes até hoje.
O autismo é uma síndrome, portanto um conjunto de sintomas, presentes desde o nascimento e que se manifesta invariavelmente antes dos 3 anos de idade. Ele é caracterizado por respostas anormais a estímulos auditivos e/ou visuais e por palavras graves na compreensão da linguagem oral. A fala custa a aparecer e, quando isso acontece, a ecolalia (repetição das palavras), o uso inadequado de pronomes, estrutura gramatical imatura e grande inabilidade para usar termos abstratos. (FACION, 2013).


REFERÊNCIAS

FACION, José Raimundo. Transtornos do Desenvolvimento e do Comportamento/José Raimundo Faciona. – Curitiba: Intersaberes, 2013. (Série Inclusão Escolar). p. 26-27.



RICARDO TORQUATO

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O PODER DA LEITURA



Para você que neste exato momento está sentado, deitado ou até mesmo em pé em qualquer lugar da galáxia, bem como diria um verdadeiro Autodidata: - Leia algo, um livro, uma revista, um jornal, um artigo ou até mesmo uma carta, sendo ela de amor ou não. Pois esses são instrumentos capazes de levarem você a lugares inimagináveis, ou até realizar as façanhas mais incríveis imaginadas pelo hemisfério direito de seu cérebro.
Certa vez, um sábio poeta, me falou: - Existem momentos, meu amigo, que só alcançamos, através de uma boa leitura, logo, esse é o poder que ela representa. Ler fomenta a grandeza dos nossos sonhos... Ela tem o poder de explorar ao máximo nossa criatividade. Bem como, resolver o paradoxo de buracos negros, e até mesmo transitar livremente entre infinitas galáxias.
E aí, qual a importância da leitura para você? Não se preocupe!  Não tenho a pretensão de responder por você, mas, pensando bem: Nosso mundo anda tão complicado, que a leitura talvez seja a única solução para essa falta de segurança, saúde e educação. Enfim, vamos à leitura então!
Se a leitura não fosse um milagre de DEUS, o mesmo, não escolheria um livro como presente para ser lido por todas as gerações... Onde os que o lêem não o fazem apenas com os olhos e a razão, mas, o interpretam com o coração e a emoção!
Talvez a leitura seja o fator predominante que nos diferencia entre todos os seres vivos... Todos os povos em sua evolução deixaram como uma necessidade algo escrito ou desenhado para o próximo ler... Como que dizendo: - Sigam evoluindo! É fundamental!
Veja bem: conquistas e frustrações, tudo está escrito em nossa linha tempo! E, quando deixarmos nosso tempo? O que deixaremos escrito no livro de nossas vidas? Ficaram nossas ações e aqueles que amamos. Logo, as pessoas que nos amam mataram suas saudades “lendo” tudo àquilo que escrevemos em suas vidas!
A final, a pergunta que faço, é o que estamos escrevendo em nosso próprio livro?

Ricardo Torquato